Paradigmas Humanista radical e Estruturalismo radical


Hoje finalmente encerro a série de textos sobre os paradigmas na análise organizacional na visão de Burrell e Morgan (1979). Neste post, abordo os paradigmas Humanista Radical e Estruturalista Radical, para ver as postagens anteriores clique nos links abaixo:



Paradigma Humanista Radical

De acordo com Burrell e o Morgan (1976), o paradigma humanista radical se assemelha ao interpretativo por possuir uma visão nominalista, anti-positivista, voluntarista e ideográfica, mas se diferencia do mesmo ao enfatizar a importância de transcender as limitações das ordens sociais existentes, uma prerrogativa da sociologia da mudança radical.

Uma concepção básica do paradigma é que a consciência do homem é dominada pela superestrutura ideológica com que ela interage, inibindo assim a verdadeira realização humana. Deste modo, os estudos dentro do  humanismo radical abordam elementos como a emancipação, modos de dominação, privação e potencialidade, oferecendo uma crítica ao status quo, ao demonstrar os constrangimentos que existem nos arranjos sociais que subjulgam o desenvolvimento humano.

Dentre os principais pensadores que suportam essa escola, Burrel e Morgan apontam os escritos do jovem Marx, Lukács, Gramsci, Escola de Frankfurt, especialmente, os trabalhos de Habermas e Marcuse.

Paradigma Estruturalista Radical

Diferentemente do paragima humanista radical, o estruturalismo radical  advoga a sociologia da mudança radical a partir de um ponto objetivista, balizados em uma postura realista, positivista, determinista e nomotética.

Os estruturalistas radicais também estão preocupados em demonstrar os constrangimentos aos indivíduos. No entanto, partem de análises que enfatizam o conflito estrutural, contradições e modos de dominação para explicar o papel das diferentes forças sociais na mudança social. Assim, com base na análise de contradições internas e das estruturas das relações de poder, os estruturalistas radicais explicam as mudanças sociais geradas a partir de crises e políticas econômicas.

Dentre os principais teóricos encontram-se Marx, Engenls, Plekhanov, Lenin and Bulharin, Althusser, Poulantzas.

Avaliação do curso Gmat - Magoosh

O curso do Magoosh - Gmat possui um dos melhores custos benefícios dentre os cursos disponíveis no mercado. Por apenas 99 dólares, você tem acesso tanto ao conteúdo quantitativo quanto ao verbal. O acesso ao curso é de um ano. Como comentei neste post aqui, eu comprei o curso do Magoosh como parte da preparação para minha segunda tentativa. Enfim, vamos a avaliação.

A plataforma do Magoosh é dividida em dashboard, lições, exercícios, revisão e recursos.

No dashboard você tem a recomendação de algumas lições, a quantidade de exercícios que você ainda não realizou e o resumo do seu desempenho até o momento. Depois que você respondeu 50 questões em cada seção, a plataforma calcula uma faixa de score para você. Essa estimativa é atualizada na medida em que você realiza mais exercícios na plataforma.


Na seção lições, você tem acesso a vídeos introdutórios ao GMAT, dicas para seção quantitativa, explanação sobre todos os conteúdos quantitativos e da parte verbal, IR e AWA.


As lições são vídeos que variam de 2 a 12 minutos de explicação sobre um determinado tópico. O tempo do vídeo depende da complexidade do assunto tratado. No player, você pode configurar a velocidade da fala em 4 velocidades diferentes e ainda acompanhar o texto escrito da lição.


Os conteúdos de Matemática e Sentence Correction são explicados pelo Mike McGarry que é excepcional. O conteúdo de matemática pela forma que ele é organizado e explicado serve tanto para novatos com pouca base de matemática até para os mais experientes. Durante os vídeos, ele comenta e demonstra como aquele determinado tipo de conteúdo é testado no Gmat. A mesma coisa sobre o curso de sentence correction. Infelizmente, as lições de critical reasoning não é do mesmo nível das de sentence correction e matemática. Tudo bem que o conteúdo por si só já é mais complicado de ser abordado.

Os exercícios disponíveis no Magoosh são bons. Alguns são puramente conceitual, no sentido que só serve para verificar se você compreendeu o conceito ou não, outros similares ao do Gmat e uma pequena parte mais difícil que as próprias questões do Gmat. Isso vale tanto para questões da seção quantitativa quanto para parte verbal. Um ponto positivo da plataforma é a possibilidade de escolher o conteúdo que você quer trabalhar no exercício. Por exemplo, você terminou de assistir os vídeos de aritmética, então você pode tentar uma seção de exercícios só de aritmética para testar o seu aprendizado. Além disso, toda questão possui uma explicação em vídeo e em texto sobre a resolução da questão e quais vídeos de conteúdo auxiliam na resolução da questão, facilitando assim a revisão em caso de erro.



Ao final das seções de exercícios e acessando a aba revisão, você pode consultar o seu desempenho na sua última seção de treino, nos últimos sete dias entre outros. Além disso, você pode conferir o seu desempenho de acordo com o nível da questão ou conteúdo.


Em recursos, você encontra informações sobre o planos de estudos, o ebook do Gmat e os flashcards de matemática e de idioms. Esses recursos são gratuitos e você pode acessá-los clicando aqui
Você pode acessar a plataforma do Magoosh também pelo aplicativo para smartphone e tablet.

A minha experiência com o curso do Magoosh foi bastante positiva, especialmente na área quantitativa e no sentence correction. Sem dúvida, foi um dos melhores investimentos que fiz na minha preparação para o Gmat.

Então é isso, até a próxima.

Como estudar para o Gmat? Parte 1

Se você ainda não sabe o que é o Gmat, por favor, leia meu post introdutório O que é o Gmat? O primeiro post contando a minha jornada de 420 para 660 você pode conferir em Como não estudar para o Gmat. No post de hoje, eu falo da minha segunda e terceira tentativa.

Após o desempenho pífio na minha primeira tentativa no Gmat, no final de setembro, eu prometi a mim mesmo que faria tudo diferente. Por isso, a primeira coisa que fiz foi ler o máximo de informações sobre planos de estudos, preparação para o Gmat e a experiência de refazer o teste. Uma boa parte da leitura foi dos materiais disponíveis no Gmatclub, no Beat the Gmat e no blog sobre o Gmat do Magoosh. Entretanto, eu precisei adiar o início da minha preparação devido ao Toefl. Só voltei a me dedicar ao Gmat, no meio de novembro, com a data do teste marcada para 9 de janeiro de 2015, o que me daria uns 50 dias aproximadamente.

O plano que montei prévia equilibrar o estudo dos conceitos com a resolução de exercícios. O objetivo permanecia o mesmo: tirar 660 com um 48 em quant e 32 em verbal. Para isso, eu precisaria assistir todos os vídeos sobre matemática do Magoosh (veja a minha avaliação sobre o curso do Magoosh em Avaliação do curso Gmat-Magoosh), ler o The PowerScore Gmat Critical Reasoning, refazer o curso do E-gmat (eu também fiz uma avaliação do E-gmat aqui) e praticar muito. Para praticar, eu tinha o Official Guide, o official verbal guide e o official quant guide, o GMATPREP, as questões do Magoosh, o Scholarium do E-gmat, o Gmatclub tests e 5 testes do 800score, esses dois últimos fizeram parte do pacote quando comprei o curso do E-gmat.

Nas duas primeiras semanas, eu segui o meu plano a risca. Assisti os vídeos sobre matemática do Magoosh e treinei com as questões específicas, li o livro sobre Critical Reasoning do PowerScore e fiz as devidas notas, e tomei nota do conteúdo do E-gmat, pois o meu curso estava expirando.

A partir da terceira semana, as coisas desandaram um pouco. Eu gostei tanto de estudar as questões quantitativas que passei a dedicar a maior parte do meu tempo ao estudo da seção quantitativa. Eu passava longas horas assistindo o conteúdo do Magoosh e praticando na plataforma, no Gmatclub test e com os official guides. O estudo do verbal ficou restrito a ler as notas e fazer o máximo de questões possíveis do material oficial.

Basicamente, por sete semanas consecutivas, eu segui esse padrão a risco. Enquanto me aprofundava cada vez mais nas questões quantitativas, eu repetia o mesmo erro da primeira tentativa com a seção verbal. Muito embora, o nível de acerto fosse 16% maior do que quando estudei para primeira tentativa.

Para você ter uma ideia da minha fixação com a seção quantitativa, durante as festas de final de ano, eu levei meu official guide para praia para poder continuar estudando, enquanto a família curtia o mar.

Nos dias anteriores a prova, eu realizei uma série de testes do Gmatclub tests apenas da área de quant e alguns testes da seção de verbal do 800gmat, mas não fiz nenhum teste completo ou AWA, antes do teste.

No dia 9, eu fiz o Gmat e tive mais uma grande decepção: 580 (53%) 49 em quant e 21 em verbal. A nota da seção de quantitativa foi espetacular, acima da minha meta, porém a do verbal foi uma verdadeira decepção.

Após a viagem de volta para casa, eu decidi que tentaria novamente o Gmat, pois eu tirei uma nota muito boa em quant e uma nota um pouco melhor em verbal permitiria a aplicação para o doutorado, cujo o deadline estava terminando. Marquei o terceiro teste para o começo de fevereiro, pouco mais de um mês após a segunda tentativa. Para essa terceira tentativa, eu foquei no verbal e refiz todos as questões novamente do official guide. Eu não fiz uma questão de quant nesse período, já que estava me sentindo confiante da minha habilidade nessa seção. Na semana do teste, eu fiz um único simulado do Gmatprep e fiquei animado com o 670 que tirei. Fui para prova cheio de confiança e cai do cavalo. Ao final da prova, o resultado na tela 580 novamente, 42 em quant!!! e 27 em verbal. 

Eu confesso que essa terceira tentativa foi uma das piores decisões que tomei na minha vida, totalmente equivocada, e joguei 250 dólares no lixo.

Um resumo das lições aprendidas na segunda e terceira tentativa.



  • Procure balancear o seu tempo de estudo entre Quant e Verbal.
  • Siga o seu plano.
  • Foque nos conceitos tanto em quant como no verbal.
  • Escolha bem o dia para realizar a prova.
  • Faça simulados.
  • Procure apreender com os seus erros.
Então é isso, até a próxima.

Os editores falam: Como fazer uma boa avaliação! - parte 3

Retomando as dicas dos editores sobre como contribuir no papel de revisor, publicado originalmente no  Orgtheory.net, e traduzido livremente por mim.

Greta Hsu - Editora associada, Management Science



Uma boa avaliação tem dois objetivos. O primeiro objetivo é auxiliar a decisão do editor sobre o manuscrito. O segundo objetivo é auxiliar o autor compreender como melhorar o artigo. Para ambos, é importante ter uma estrutura clara de avaliação. Seja claro sobre o que você acredita ser os principais problemas e que pontos possuem uma importância menor comparativamente.  Ter algum tipo de organização lógica (ao invés de simplesmente seguir a ordem em que você tomou consciência dos pontos)  auxiliará tanto o editor quanto o autor a digerir adequadamente as questões que você está tentando levantar. E se atente para quais preocupações você tem que surgiram da avaliação conteúdo x estilo (esse último deve provavelmente ser relegado para uma seção "mais pequenos pontos" da sua revisão).

Em termos do segundo objetivo - auxiliar o autor - tente ser o mais construtivo e profissional possível. Se você acredita existir caminhos potenciais de resolver o problema que você levantou, então ofereça uma orientação de como fazer isso. Se você pensa que o plano estabelecido no artigo é muito limitado, ofereça ideais sobre outras literaturas ou estudos que o autor poderia ler. Mesmo se o artigo é rejeitado, é muito mais provável que ele seja melhorado através do processo de avaliação se você fornecer uma avaliação concreta de uma forma profissional. 

Jerry Jacobs - Antigo editor, American Sociological Review



Alguns pensamentos rápidos. Parece-me que a tarefa do avaliador realmente depende da qualidade do manuscrito. Existem alguns manuscritos que são realmente fracos. Isso é, algumas vezes, bastante claro para todos os envolvidos (exceto para os autores certamente). Nestes casos, a revisão deve deixar evidente a principal fraqueza do artigo, porém de forma gentil e construtiva. O revisor deve reservar qualquer palavra pesada para seção reservada ao editor. A revisão não tem que ser muito longa. Ela não deve ser uma lista de todos os artigos que o avaliador gostaria de ver.

O próximo passo é o manuscrito que provavelmente não vai ser aprovado no periódico em questão, mas que provavelmente deve ser publicado em algum lugar. Novamente, a revisão deve enfocar as principais fraquezas e limitações.  Muitas vezes os revisores focam em problemas de digitação, estilo de escrita, o tamanho do manuscrito ou outros problemas que nem sempre tocam na questão central, que é se o artigo em questão faz uma contribuição e, se sim, como seus pontos positivos podem ser reforçados e as fraquezas minimizadas.

Realmente artigos bons frequentemente extraem revisões longas que elaboram como o manuscrito pode ser melhorado em "zilhões" de forma. O revisor pode ter alguma diversão aqui, porém somente o contato do editor pode colocar os comentários em perspectiva e não fazer demandas despropositadas para o autor. Novamente, o objetivo é auxiliar trazer o melhor do manuscrito, para ter certeza que o artigo apresenta a argumento atraente com evidências suficientes.

Então é isso, até a próxima.

Dicas de estudo para o Toefl IBT

O Toefl IBT é um teste que mede a sua capacidade de compreender e de usar o Inglês no ambiente acadêmico. O teste é dividido em quatro partes: reading, listening, speaking and writing. Geralmente, o Toefl é um dos pré-requisitos  quando se aplica para processos seletivos de graduação, mestrado e doutorado no exterior. A nota exigida varia de instituição para instituição, por isso certifique-se qual o desempenho mínimo que você deve obter no overall score e em cada seção da prova. Abaixo, eu listei alguns dos recursos que eu utilizei para me preparar para o teste e que eu recomendo.

Listening practices


Esses três canais do youtube ToeflNation, GGothica e Ouliogroove possuem atividades que são praticamente idênticas as que você encontra na prova. Veja um exemplo do ToelfNation.



Além dos vídeos no youtube, existem vários apps para smartphone que possuem listening practices. O melhor deles na minha opinião é o TOEFL Listening Comprehension da NhatVM Education. Além de dezenas de conversações e aulas ao final de cada audio você pode testar a sua compreensão sobre o texto respondendo as questões.



Speaking practices


Na minha opinião, essa atividade é a mais difícil de se preparar, pois é muito complicado simular o ambiente e o procedimento do teste. Além disso, em algumas questões o vocabulário pode ser bastante específico. Por isso, eu recomendo que você procure os vídeos sobre speaking do Notefulldotcom. Nos vídeos sobre speaking, eles destrincham a estrutura do que você irá ouvir nos comandos de speaking e a estrutura básica da resposta. Exemplo abaixo. Sabendo o que você irá ouvir, ficará muito mais fácil de tomar nota das informações relevantes e assim caprichar na sua resposta. Uma outra dica é aproveitar o tempo em que as instruções estão sendo faladas para montar a estrutura do que você precisa tomar nota na hora da prova.


Writing practices


Eu montei um arquivo em excel para "sortear" os temas da segunda tarefa do writing. Você pode baixá-lo clicando aqui. Fora isso, o segredo é: escreva e escreva muito! Depois de escrever, pegue o seu texto oração por oração e análise: subject-verb agreement, verb tense, modifiers, parallelism, comparison, idioms e logical meaning. Da trabalho fazer isso, mas é a única forma de você aprimorar a sua escrita e internalizar essas regras básicas.

Reading practices


Leia, leia muito. Recomendo a leitura do The New York Times, The Atlantic Monthly e qualquer site que divulgue science news. Além disso, eu recomendo a leitura do blog da Magoosh sobre o toefl que possui dicas valiosas sobre a prova.

Obviamente o pressuposto em cada uma das dicas é que você treinará muito. Quanto menor for o seu contato com o inglês mais você deve se dedicar para aprimorar as skills que serão avaliadas no teste. Por fim, não superestime as suas habilidades, é mais prudente reconhecer a limitação das nossas habilidades e trabalhar duro para melhorarmos do que pressupor o contrário e jogar fora 215 dólares.


Então é isso, até a próxima.

Avaliação do Curso E-GMAT Verbal online

O E-gmat é uma empresa que oferece cursos preparatórios focados para não nativos. Para saber mais sobre o Gmat leia esse texto: O que é o Gmat?. Dentre as opções de cursos de verbal disponível - online e live prep, eu escolhi o verbal online basicamente devido ao preço 150 dólares mais barato.
O curso verbal online é dividido pelos três tipos de questões da prova: sentence correction, critical reasoning e reading comprehension. Você tem a opção de realizar um teste de diagnóstico para verificar o seu desempenho.


Cada seção é separada por módulos organizados seguindo alguns pré-requisitos. Por exemplo, você só pode estudar o conteúdo de comparação se já tiver alcançado uma certa nota no módulo de paralelismo. Esses pré-requisitos estão presentes tanto no curso de sentence correction como no de critical reasnoing.
Nas vídeo aulas dos módulos, o E-gmat privilegia a utilização de elementos gráficos para explanação e ilustração dos conceitos, sejam eles de gramática ou de raciocínio lógico, e da aplicação desses conceitos na resolução das questões. Veja o exemplo abaixo.

Ao final de cada módulo, você poderá fazer exercícios e verificar o seu entendimento sobre os conceitos e as estratégias recomendas pelo E-gmat para resolução dos exercícios. Praticamente, todas as questões do E-gmat são complicadas e realmente testam o seu domínio dos conceitos.
Além das questões que você responderá ao final do módulo, o E-gmat possui o  Scholaranium, uma plataforma muito bem elaborada para o acompanhamento dos seus pontos fortes e fracos. Eu não tive a oportunidade de trabalhar muito com a plataforma, pois ela foi implementada somente no final do meu período de acesso.

O único ponto negativo na minha opinião são algumas questões de Critical Reasoning que possuem como resposta uma alternativa que pressupõe um determinado conhecimento do assunto, mas é extremamente difícil simular adequadamente as questões do Gmat.

Atualmente, o E-gmat também oferece cursos para seção quantitativa, porém eu não tenho nenhum tipo de experiência com eles para fazer uma avaliação. Você pode fazer uma conta trial para assistir algumas aulas e responder algumas questões de quant e de verbal no Scholaranium

Eu aprendi muito sobre a gramática no E-gmat, e até hoje utilizo as notas que tomei no curso quando estou escrevendo um texto. Resumindo, se você precisa desenvolver uma base sólida sobre os fundamentos da gramática, sua utilização e de raciocínio lógico, o E-gmat é, sem dúvidas, um bom investimento.

Todas as imagens foram retiradas da própria plataforma e reproduzidas com consentimento do  E-gmat.

.Então é isso, até a próxima.

Como não estudar para o Gmat?

Se você está se perguntando o que é o Gmat, por favor, leia esse texto primeiro : O que é o Gmat?

Nesse post, eu farei uma síntese de como foi a minha primeira tentativa no Gmat, dos principais erros que eu cometi e das principais lições que aprendi. Espero que assim, você comece o processo com o pé direito e alcance o seu score desejado bem mais rápido do que eu.

Para título de comparação, eu farei uma breve descrição do meu background. Desde sempre eu tive interesse de seguir a carreira acadêmica, e apesar de trabalhar mais com metodologias qualitativas, eu sempre achei a matemática fascinante. No Inglês, porém, as minhas habilidades eram ridiculamente fracas. Até a graduação, eu nunca estudei inglês, nem na escola, eu optei por estudar francês e posteriormente espanhol. Aprendi a ler em inglês na marra para o mestrado. Depois do mestrado, eu fiz um curso de inglês, mas, trabalhando 50 horas por semana, eu não dei a devida atenção ao curso. Dificilmente, você possui um inglês pior que o meu naquela época. Feito essa rápida introdução, vamos ao que interessa.

No segundo semestre de 2013, eu decidi que queria cursar o doutorado no exterior, um assunto para um outro post. De início, eu dei aquela googleada básica e descobri que além do Toefl era necessário um tal de Gmat. Li algumas coisas sobre a prova, pesquisei sobre dicas em português e não encontrei nada muito significante. Então, eu cometi meu primeiro erro. Entrei no site mba.com e baixei o aplicativo GMATPREP é fiz um teste para saber meu nível inicial. O Gmatprep é o simulado mais próximo (em termos de estrutura das questões, especialmente, em verbal) a prova, pois é disponibilizado pela mesma empresa que administra o teste, por isso deve ser utilizado somente nos estágios finais da sua preparação. Fora a mancada de gastar um simulado, o resultado foi desastroso, um 420 (16%). O ideal é que você utilize o teste de diagnóstico do Official Guide do Gmat.

Deixei o aplicativo paradinho de novembro de 2013 até agosto de 2014 quando retomei os estudos. O segundo erro que cometi foi o método que adotei, bem simples por sinal: resolver o máximo de questões possíveis. Além disso, li o Gmat for Dummies para ter uma noção melhor da prova. Eu não recomendo a leitura, pois o livro é raso e não contribui com muita coisa. Seguindo a metodologia de estudo escolhida, eu terminei rapidamente as 90 questões gratuitas do programa, e comprei o pacote de 400 questões. Eu recomendo o pacote de 400 questões, porém elas devem ser usadas com sabedoria. Com mais uma semana de estudo, eu fiz o segundo teste do GMATPREP, ainda estava insistindo no erro de desperdiçar os recursos!

Com esse teste, eu percebi duas coisas. Primeiro, eu ainda estava longe pra caramba do meu número mágico 660. E, segundo, eu percebi que meu desempenho no verbal era muito ruim, e o pior de tudo é que ele não melhorava. Decidi comprar o pacote de 6 meses do curso de verbal do E-gmat para não nativos, você pode conferir o review do curso clicando aqui. Devo confessar que devorei o curso e aprendi muito sobre as regras gramaticais e o uso de alguns idioms. Paralelamente, eu continua na loucura de fazer quantas questões fossem possíveis. Eu refiz os dois testes do GMATPREP e fiquei contente com a minha melhora. Mas eu sabia, embora tenha tido dificuldade de convencer a mim mesmo, que provavelmente os resultados fossem inflados por eu conhecer a resposta de algumas questões.

Para tirar a prova real, eu comprei mais dois simulados do GMATPREP e realizei os dois na semana anterior a prova. O resultado 470 e 450, e um verbal que permanecia inalterado. Como a prova já estava marcada, eu decidi fazer a prova para entender como funcionava na prática o ambiente e os procedimentos na hora da prova. Eu realizei a prova sem grandes preocupações e o resultado final foi 560 (47%), Quant 44 (57%), Verbal 24 (36%) e IR 5 (53%).

Confesso que fiquei animado com o resultado que foi muito melhor do que eu esperava e deu esperanças de que talvez o 660 não fosse algo impossível. No próximo post sobre a minha experiência, eu descreverei minha experiência refazendo o Gmat e como consegui 49 de 51 na seção quantitativa da prova.

Um resumo das principais lições da primeira tentativa

Não avaliar o seu desempenho inicial com um simulado do GMATPREP: use o diagnóstico do Official Guide.
Não gastar tempo com os recursos errado: Gmat for dummies e uns aplicativos antigos do Kaplan, que nem descrevi de tão desatualizados que estavam.
Muita prática e pouca teoria não é bom: sair fazendo uma porrada de questões não contribui em nada.
Não superestime sua capacidade de beat the gmat: não ache que será fácil, pois não será.

Então é isso, até a próxima.

Os editores falam: Como fazer uma boa avaliação! - parte 2

Retomando as dicas dos editores sobre como contribuir no papel de revisor, publicado originalmente no  Orgtheory.net, e traduzido livremente por mim. Quatro anos depois, vamos a segunda parte.

Tim Pollock - associate editor, Academy of Management Journal

Existem muitas coisas que entram na realização de uma avaliação de desenvolvimento de alta qualidade. E escrever este tipo de avaliação auxilia não somente outros pesquisadores a desenvolverem o seu trabalho mas também ajuda você a melhorar sua própria pesquisa pelo aperfeiçoamento de como você pensa sobre e aborda o seu manuscrito. Eu tento sumarizar o que eu penso ser os principais pontos do que fazer e do que não fazer abaixo. AMJ também oferece recursos substanciais para revisores no seu website. Além de descrever o que entra em uma boa revisão, o site oferece exemplos de revisões escritas por cada um dos seus editores. Todos os macro e micro editores revisaram o mesmo macro e micro manuscrito, respectivamente. Embora eles variem em alguma extensão na forma e nos pontos enfatizados, juntos eles oferecem exemplos concretos do que nos poderíamos considerar o tipo de avaliações de desenvolvimento de alta qualidade que nós gostamos de receber.

O que fazer e não fazer.

Atenha-se as principais questões - Particularmente nas primeiras rodadas de revisão é melhor se concentrar sobre seis a oito pontos ou questões que você tenha sobre o manuscrito. Se o paper recebe a R&R poucas coisas são prováveis de mudar, assim não é valioso gastar tempo com isso agora. Revisões longas com 40 pontos não ajudam os autores nem os editos, e elas não impressionam os editores com a sua perspicácia. De duas a quatro páginas, com espaçamento simples e fonte 12 já é longa o suficiente.

Contribua - bons revisores sugerem soluções para os problemas levantados. Somente dizer, "isto é ruim, isto está errado, Eu discordo disso, por que eu deveria me importar..." não auxilia de modo algum os autores. Dizer a eles o que solucionaria o problema para você ajuda. Se você não pode apresentar uma solução viável, você deve reconsiderar se você está fazendo uma crítica válida, ou sendo muito negativo. Toda pesquisa tem fraquezas. A questão é, são essas fraquezas fatais, solucionáveis ou somente inerentes a teoria ou abordagem metodológica empregada e então nada do que o autor possa fazer, porém deveria estar atento quando realize inferências e reivindicações.

Organize sua revisão de acordo com a importância das questões - Se você organiza sua revisão de acordo com a importância das questões ao invés da organização do artigo, sua revisão terá uma utilidade muito maior para os editores e autores. Dessa forma, nós saberemos sobre o que você está mais preocupado, e os autores sabem onde dedicar seus esforços. No mínimo, destaque explicitamente quais pontos são os principais.

Comece de um lugar bom - Se você aborda a avaliação assumindo que rejeitará o manuscrito certamente você irá, pois você focará primariamente nas informações que confirmam suas expectativas. Como avaliador, quando eu começo ler um artigo eu assumo que darei um R&R a menos que os autores me convençam do contrário. Essa abordagem me deixa aberto para os pontos positivos do artigo e os aspectos potencial que podem ser desenvolvidos, e que podem desaparecer se você está olhando somente as razões para rejeitar o texto. Pode ser que não demore muito para os autores me convencerem a rejeitar seus artigos, porém eu também vi alguns potenciais que precisam ser polidos porquê eu estava aberto para vê-los.

Dialogue - sua revisão deve ser um diálogo com os autores. Se dirija diretamente a eles. Não fale sobre eles a partir da  terceira pessoa. Nas notas, você não precisa resumir do que o artigo se trata, pois os autores já sabem disso, e dos editores também.

Seja gentil - Comentários, especialmente os negativos, são bastante difíceis de lhe dar. Não esfregue sal na ferida ou seja desagradável. Mantenha o foco das suas críticas sobre o trabalho, não nos autores, e evite ser desnecessariamente crítico, com insultos ou coisas do gênero. Também tente encontrar algo bom para dizer sobre o estudo.

Numere seus pontos - É muito difícil para os editores anotar comentários específicos dos revisores se eles não numerados. Por favor, enumere todos os seus pontos.

A Análise de Redes

A Análise de Redes é uma interessante "ferramenta" para explorar os relacionamentos em vários níveis de análise ou domínios sociais, como fazem Padgett e Powell (2012).

A seguir um pequeno vídeo realizado pelo John Scott, uma das autoridades na análise de redes e autor do livro Social network analysis: a handbook, apresentando a Análise de Redes Sociais


Então é isso, até a próxima.

O que é o GMAT?

Aplicado pela Graduate Management Admission Council (GMAC), o Graduate Management Admission Test (GMAT) é um teste padronizado requisitado pelas escolas de negócio (business school) como parte do processo de seleção da pós-graduação (MBA e Doutorado). Poderíamos dizer que o Gmat funciona como o Teste Anpad funciona para os processos seletivos aqui no Brasil. Embora possam desempenhar um papel semelhante no processo de seleção, eles não poderiam ser mais diferentes.

O Gmat é composto de quatro partes.

  1.  AWA Analytical Writing Assessment – 30 Minutos e nota de 0 a 6.
  2. Integrated Reasoning – 30 minutos, 12 questões e nota de 1 a 8.
  3. Quantitative Section – 75 minutos, 37 questões e nota de 0 a 60.
  4. Verbal Section – 75 minutos, 41 questões e nota de 0 a 60.


Você receberá uma nota e seu respectivo percentil para cada uma dessas quatro partes e também uma nota geral, o GMAT SCORE com notas variando de 200 a 800. Veja os scores e seus percentis aqui.

O teste é realizado em um computador conectado a internet em um centro autorizado pela Person. Você pode acreditar que o Inglês é a principal diferença com o teste anpad, porém não é.  O Gmat é um CAT (Computerized AdaptiveTesting), o que significa que o nível de dificuldade dela se adapta de acordo com o seu desempenho e  as questões são agrupadas de acordo com o nível de dificuldade (Abaixo de 600 – fácil, 600-700 – médio, acima de 700 – difícil). 

O Cat funciona da seguinte forma:

1 – Você recebe uma questão fácil e acerta. Na sequência você pode receber novamente uma questão fácil ou uma média.
2 – Se você acerta a próxima questão então provavelmente a terceira questão será do nível médio, se você errar com absoluta certeza você receberá uma questão fácil novamente.
Você só receberá as questões difíceis e que possuem um peso maior para alcançar um Gmat Score elevado se você acertar várias questões em sequência ou não errar muitas questões seguidas, por isso, o gerenciamento do tempo é tão fundamental no Gmat, mas isso é uma questão para outro post.

Quais os motivos que levam os programas a avaliarem você pelo Gmat?


Em minha opinião dois motivos se sobressaem.

Primeiro, o Gmat não mede o seu conhecimento de inglês ou seu conhecimento quantitativo. O Gmat tem por objetivo o modo pelo qual você toma decisão.
ahñ?!?! Como assim? Você deve estar se perguntando. Mas é isso mesmo, eu não escrevi errado e falarei sobre esse assunto em outro post. O que você precisa saber agora é que às vezes uma questão de matemática no nível hard envolve tanto cálculo que dificilmente você chegará à resposta em dois minutos ( e os examinadores sabem disso), porém podem existir atalhos (estimativas, resolução reversa etc) permitindo a resolução em dois minutos; ou você pode apenas chutar a resposta e partir para próxima. Por mais incrível que pareça, o Gmat é mais sobre sua capacidade de identificar, avaliar e escolher entre caminhos conflitantes do que de conhecimento.

Segundo, as escolas de negócio recebem aplicações de candidatos de diferentes partes do mundo, e um dos critérios nesse processo de seleção é o GPA do candidato. No entanto, o ensino de cada instituição e país pode ser mais ou menos “puxado”, assim um candidato com nota 9 pela instituição X do país Y poderia não alcançar tal nota em uma instituição americana.

Então, o Gmat auxilia a corrigir esses problemas já que:

  • Alto GPA + Alto Gmat Score = Candidato “forte”.
  • Alto GPA + baixo Gmat Score = Candidato “regular ou fraco” (dependendo do score do Gmat).
  • Baixo GPA + Alto Gmat Score = Candidato precisa se explicar muito bem o motivo do GPA ser baixo e não deveria ser levado em consideração.


Por isso, um bom score no gmat ajuda e muito a melhorar a maneira como a comissão avalia o seu GPA.

Você pode tirar qualquer dúvida sobre o Gmat no endereço www.mba.com.

Nos próximos posts falarei sobre a minha experiência de estudos para o Gmat , reviews de serviços que utilizei e dicas de vídeos e textos que me ajudaram a sair de 420(16%) e conseguir 660(80%).

Então é isso, até a próxima.